MS tem terceiro maior número de casos de ferrugem asiática da soja do país

10 de abril de 2019

Até está quinta-feira (3), o estado havia contabilizado 13 casos da doenças em suas lavouras de soja; O número é superado somente pelo do PR, que registrou até o momento 48 focos e o do RS, que tem 33.

Mato Grosso do Sul tem neste início de janeiro o terceiro maior número de casos de ferrugem asiática da soja do país. É o que aponta levantamento do G1 com base em dados do Consórcio Antiferrugem, a parceria público-privada que atua no combate a uma das principais doenças a atacar a cultura.

Segundo o Consórcio, até está quinta-feira (3), o estado havia contabilizado 13 casos da doenças em suas lavouras. O número é superado somente pelo do Paraná, que registrou até o momento 48 focos e o do Rio Grande do Sul, que tem 33.

Em todo o país já foram confirmados 131 casos da ferrugem asiática em seis estados, além de Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul: Mato Grosso, Santa Catarina, São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Rondônia.

Em comparação com o mesmo período da safra passada, quando o estado tinha no dia 3 de janeiro de 2018 somente 2 focos confirmados, o aumento no número de registros da doença nesta temporada é de 550%.

Mapa da dispersão em MS
No ciclo 2018/2019 a doença atinge 8 municípios de Mato Grosso do Sul. A concentração ocorre justamente no sul e sudoeste do estado, onde foram localizados focos em 7 cidades.

O maior número de registros foi feito justamento no maior produtor da cultura no estado, Maracaju, 5. Confira a dispersão da doença no território sul-mato-grossense:

O que é a ferrugem asiática De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a ferrugem é considerada uma das doenças mais severas que incidem na cultura e pode ocorrer em qualquer estádio fenológico da cultura.

Plantas infectadas apresentam desfolha precoce, comprometendo a formação e o enchimento de vagens, reduzindo o peso final dos grãos. Nas diversas regiões geográficas onde a ferrugem asiática foi relatada em níveis epidêmicos, os danos variam de 10% a 90% da produção.

Conheça a tecnologia